Para você que me dá a honra da sua audiência o blog mudou de endereço
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Já escrevi sobre minha mãe da ocasião do aniversário dela em um editorial de um jornal impresso. Quem acompanha este blog sabe que é assim… tenho vontade vou lá e escrevo, pura inspiração. Não tenho compromisso com periodicidade, tão pouco com audiência que pouco sei dela. Hoje, retomando a primeira oração deste texto, fiquei com vontade de escrever sobre meu Pai. (aliás escrever Pai no teclado é um martírio, você sempre acaba errando e apertando a tecla ao lado, que é um “u”)
Enfim, escrever sobre o seu Ataídes, ou melhor, sobre o Seu Ediney Santos não é lá das tarefas mais fáceis. Ele tem facetas diferentes de todos que conheço. É uma pessoa boa de se conversar, é orgulhoso e humilde. Tem gosto simplórios baseados em sua própria experiência de vida. Fez, como todos nós, algumas escolhas erradas e muitas outras certas. Ele é uma mistura de sentimentos e personalidades que fica difícil discorrer sobre ele em texto. Mas, mesmo assim, fiquei com vontade de escrever sobre ele.
Ediney Santos nasceu no interior do Rio Grande do Sul, mas tirando uma ou outra palavra da gíria do estado não se percebe que ele nasceu lá. Veio cedo para o interior do Paraná e em algum momento dessa história decidiu que o trabalho da roça não era o que queria. Queria ser artista. Ou não? Nessa confusão virou locutor e empresário, ou seja, é artista, mas não é. Passou por tantas cidades e emissoras diferentes que nem saberia contar. Lembro-me muito bem, que quando era pequeno meu pai contratava os shows de alguns artistas, e não sei bem o motivo, eles acabavam dormindo lá em casa, isso fazia parte do meu dia a dia.
Com sua profissão, meu pai fez muitos amigos em diferentes cidades, e ainda hoje, depois de ter uma carreira de certa forma consolidada no jornalismo, ainda sou o filho do Ediney, ou Edineyzinho… Não tenho nome próprio. Aliás, por falar em nome, essa é outra história, foi uma das duplas que ele empresariava que lhe deu, afinal, quem quer ter como empresário um ouvir um programa de rádio de um cara chamado Ataídes?
Aprendi desde pequeno que os amigos são muito importantes na vida de uma pessoa, aliás acho que foram os amigos do meu pai que acabaram com o seu casamento com a minha mãe. Hoje eles são amigos, simplesmente não deu… Aliás minhas irmãs e eu logo após a separação ficamos felizes, porque ganhamos dois presentes de páscoa.
Alguns amigos Ediney Santos conserva a tanto tempo que por eles sei muito sobre o meu pai, como o cantores Divon e Leonel Rocha. Desde que aprendi as primeiras palavras ouço as suas músicas.
Meu Pai hoje, acho que não tem mais paciência para o rádio, tem vários convites e a minha insistência, mas acho que ele se cansou de perguntar a música que a pessoa queria ouvir, de tocar aquilo que não gostava por pedido de ouvintes ou de amigos da música.
Hoje sou jornalista e com certeza fui inspirado pelo meu Pai, Não tive muita escolha, não tenho certeza se era um sonho dele para mim, mas acabei, de maneira diferente seguindo os passos dele. Não tenho tantos amigos quanto ele, não sou tão conhecido quanto ele, e provavelmente não tenho os mesmos sonhos dele. Mas me orgulha ser filho de uma pessoa sonhadora, alguém que sempre quer mais, sempre reclama por mais, sempre… com o som de uma boa música sertaneja de fundo e a companhia dos amigos que lhe acompanharam por boa parte dessa Longa Estrada da Vida!
Olá 2012, como vai? Você demorou chegar hein? Apesar da matemática ser fria e dizer que você tem o mesmo número de dias ano pós ano, a sensação não é esta. Sei também que todo dezembro a gente se lamenta como o ano teria passado rápido demais. Esse lamento, claro, se deve aqueles planos que deixamos de cumprir e principalmente pelas oportunidades que deixamos passar e creditamos ao novo ano as esperanças.
Você chega como um dos anos mais esperados de todos os tempos. Dizem que você será o último, não acredito, mas se for, espero que você traga boas coisas até lá, afinal, que seja eterno enquanto dure.
Peço o trivial, o lugar comum, saúde para todos, para minha família, minha filha, minha mulher… também preciso de trabalho e dinheiro para viver bem, isso vem junto com prosperidade e dinheiro no bolso. Em 2012, assim como em qualquer outro ano, não quero perder ninguém, não importa quão velhos sejam, eu os amo e quero que eles permaneçam comigo para todo sempre.
Livra também, querido ano novo, os mais pobres dos males que eles não podem combater como enchentes, violência, drogas, assaltos. Dê forças para que tenham vontade de trabalhar, dê-lhes ambição para buscar bens materiais sim senhor, afinal, acredito, ninguém nasceu para sofrer, sofre por um conjunto de escolhas que muitas vezes ele mesmo não teve oportunidade de fazer, só ficou com o legado.
Por fim, peço querido Ano Novo que abençoe à todos aqueles que me cercam e aqueles que eu nem conheço. Que nas eleições do próximo ano sejamos tão conscientes quanto nossos políticos nos permitem que sejamos. Que Derossos, Lupis, Silvas (os do Orlando) sejam apenas lembranças remotas de péssimas escolhas.
Seja Bem Vindo 2012, faça deste ano a sua casa. Porém quero que vá embora em breve, que 2013 seja ainda melhor de acordo com os ensinamentos que você deixar!
http://ow.ly/7YWJo Que beleza!!! Ministro do STF diz que penas do Mensalão irão prescrever…
Não tem muita escapatória, você sempre precisa de alguém. Seja alguém para lhe prestar um serviço, seja alguém para contratar o seu serviço… enfim, precisamos de todo tipo de serviço e gente.
Vou aproveitar este espaço para contar alguns detalhes de minha vida pessoal para vocês: recentemente resolvemos (eu e minha mulher) fazer uma reforma na nossa já desgastada cozinha. Projeto pronto, pedreiro encontrado, preço combinado, material comprado, dor de cabeça “começada”.
O pedreiro era qualquer coisa, menos rápido, logo a frente descobrimos que tão pouco era competente, por fim, sumiu com o serviço inacabado. Desde então convivo com dois buracos no teto da cozinha e infiltrações que mais parecem cachoeira.
Contratei um segundo pedreiro para arrumar o telhado que o primeiro houvera estragado. Enquanto escrevo esse texto, lembro do Seu João, que arrumou o telhado, garantiu o serviço, mas que deixou instalada uma “cachoeira” bem na lâmpada, agora, ele não atende telefone.
O seu Tião (primeiro pedreiro), o seu João (segundo pedreiro) são só exemplos de como os serviços são prestados de uma forma geral. Pessimamente!
Sempre que presto um serviço no meu trabalho, para alguém, um favor que seja, me esforço para fazer o meu melhor. Me esforço para que meu serviço seja a prova de erros. Sempre entendi que devemos fazer aos outros como queríamos que fizéssemos para nós mesmos, acho que estou errado.
Há um velho texto, do tempo que circulava na internet de email em email que dava conta de um pedreiro, funcionário de uma grande construtora estava há alguns dias de se aposentar recebeu a visita do dono da empresa que lhe pediu como último favor a construção de uma última casa, que o próprio dono queria entregar.
O pedreiro, outrora um funcionário competente e dedicado começou a fazer as coisas com má vontade, usar material de segunda, não caprichar no acabamento, enfim, aquela era a pior casa que ele tinha construído na vida. No dia da entrega das chaves, o pedreiro notou que havia alguma coisa diferente, passando por vários colegas de profissão que o aplaudiam, viu ao longe sua família ao lado do dono da empresa que anunciava para todos, que como gratidão por todo o bom serviço prestado estava dando ao pedreiro, a última casa, uma casa que ele mesmo construiu.
É uma lição velha, mas que nos faz realmente pensar em como executamos nosso trabalho, afinal, nós poderíamos receber aquele “presente”
Infelizmente a medicina moderna ainda não conseguiu a cura de várias doenças. Estudos são feitos, grandes somas de dinheiro são colocadas a disposição de pesquisadores (claro que não falo do Brasil) e ainda assim não se chega a cura de doenças como o câncer ou a aids, por exemplo.
As empresas também tem câncer, algumas mais do que outras, mas todas têm. Quando ele é a chamada “laranja podre” no meio dos funcionários, basta um gestor competente identificar este problema e literalmente defenestrar o problema. Mas e quando o problema é exatamente o gestor?
Em grandes empresas o problema é ainda pior: não pense você que o presidente de grandes corporações tem tempo em saber se o papel higiénico da sua unidade é de boa qualidade, se a água não está faltando ou se o seu gestor faz tantas asneiras que você se assusta, não tem e nem deve ter.
É papel da empresa dar treinamento, especialização para que gestores tenham planejamento suficiente, parcimônia e principalmente sabedoria em tomar decisões certas, nas horas certas. Não falo aqui de demissões ou contratações, estas coisas são decisões de negócios e não importa quanto o gestor é seu amigo, ele terá que tomar decisões que nem ele gosta. Falo aqui da maneira como são tomadas estas decisões.
A maneira como estas decisões são informadas aos funcionários. Há pequenas atitudes que podem minimizar e muito o prejuízo da imagem da sua empresa, afinal, o mundo dá muitas voltas, hoje você está demitindo, amanhã você pode estar pedindo emprego.
Então assim, a má notícia é que não tem receita de bolo, ou seja, não há um roteiro a ser seguido na tomada de decisões difíceis. Mas algumas regrinhas são de bom alvitre e principalmente de respeito profissional, vamos a elas:
As decisões que você tem a tomar podem ser difíceis, podem ser extremamente desgastantes, mas nem por isso podem deixar de lado a humanidade. Vivemos na economia um ciclo virtuoso, ninguém é obrigado a aceitar decisões arbitrárias ou ficar em demasia desgastado por uma demissão, por isso tome muito cuidado nas suas decisões, elas podem marcar a sua carreira profissional para sempre.
Vivo escrevendo sobre como o paranaense pensa pequeno. Acho que o sentimento autofágico que nos é imposto por nós mesmos ao longo dos tempos dificulta nosso crescimento profissional, nosso crescimento intelectual. Pontualmente somos um grande celeiro de várias coisas como jornalistas, humoristas, atores, temos algum sucesso na música e somos expoentes na agricultura, e ponto.
Quando ameaçamos brilhar um pouco mais do que o convencional conseguimos, como ninguém, nos sabotar de maneira espartana. Na política por exemplo, já tivemos candidato a presidência da República, Afonso Camargo, o chamado “Pai do Vale Transporte” sua candidatura foi mais levada a sério em outros centros do que no próprio Paraná. Ano passado, Álvaro Dias era um dos mais cotados para ser candidato a vice na chapa de José Serra, o que fizemos? O boicotamos solenemente, através do tucanato local não mantivemos palavras, desfizemos acordos e Álvaro ficou sem o posto.
E ainda na política jamais tivemos a participação que temos hoje, um casal no ministério e um chefe no gabinete da presidência, mesmo assim, não gostamos quando uma verba bilionária é liberada para a construção do metrô, ou é porque nosso sistema é melhor, ou porque ela poderá ser usada como propaganda eleitoral.
No esporte, aí sim, somos os campeões mundiais do autofagismo, ontem, por exemplo, era assim, o Coxa ganha vai para a Libertadores, o Atlético ganha poderia se salvar. O Atlético ganhou, mas não levou, seguiu o caminho que iniciara em Janeiro e foi rebaixado. O Coxa, finalista de tudo em 2011, ficou pelo caminho, tristes, certo? Nada!
Saíram todos saltitantes para casa, afinal o Coxa não foi para a Libertadores o que serviu de alento para a torcida atleticana, e a da Coxa igualmente feliz visto que seu maior rival foi para a segundona. Enquanto isso, em Minas, um time que nada ganhou em 2011, sem os 3 principais jogadores, venceu o maior rival de 6, para não deixar dúvidas. (se você me perguntar se eu acredito em entrega do jogo, digo sim, mas não pelo nobre motivo do bairrismo, é outro esporte, que não futebol).
Terminamos 2011 como 2010, pobres, violentos, cheio de impostos. A tão criticada família no poder criticada por Beto Richa só mudou de sobrenome e ganhou superpoderes. A violência desenfreada piorou em 2011, apesar do lançamento do Paraná Mais Seguro, diga-se de passagem, o único programa com a marca do atual governo. Os buracos das ruas curitibanas pioraram, mas sejamos justos, eles estão instalando novas luminárias, que por ignorância não consigo entender por que são tão importantes.
É verdade que iremos pagar menos multas em 2011, já que a URBS foi proibida de multar. Não se preocupe, ano que vem ela volta! Em 2011 também conhecemos o verdadeiro Derosso, 14 anos na presidência da câmara, contratou a mulher para fazer assessoria, e nada. Nada ué, qual é o problema? Eles preferiram criticar a vereadora que os criticou. E uma das poucas coisas que funcionavam razoavelmente bem em Curitiba, a saúde, entrou no ritmo do MMA e houveram muitas agressões aos funcionários públicos.
É, 2012 que nos aguarde, seguimos no embalo do Tiririca, pior que tá, não fica!
Sempre achei que a coletividade potencializa as mazelas do caráter humano. Aliás, o ser humano sempre procurou andar em bandos para, antropologicamente falando, potencializar sua liderança, esconder seus defeitos, afinal, qual é o melhor lugar para se esconder se não no meio da multidão?
Todo este parágrafo foi tangenciar uma opinião polêmica: acho que os partidos políticos não deveriam existir. Acredito que deveríamos votar em PESSOAS e suas ideias e não em aglomerados de pessoas com seus INTERESSES.
Me dirão, mas há exceções. Há? Onde? Qual é o partido que nunca teve seus quadros manchados pela corrupção, pela oposição fácil ou pela negociata sórdida seja de cargos, salários ou tempo de tv? Não encontrei, mas aceito exemplos. O novo partido, que chama-se PSD, nem nasceu e já teve seu nome vinculado a assinaturas falsas.
Votando em nomes e não em conglomerados de pessoas poderíamos acabar com mazelas da nossa legislação como a lei da proporcionalidade de partidos, que faz com que caricaturas como Tiririca e Romário levem consigo para a câmara figuras, digamos, de caráter questionável.
Votando em nomes certamente não acabaríamos com a corrupção, mas daríamos um duro golpe nela. Os nobres parlamentares iriam votar de acordo com sua consciência e não de acordo com as indicações de seus líderes de partido.
A distribuição de cargos mudaria de patamar, sem ter que “agradar gregos e troianos” a competência seria valorizada, no máximo, o ego de um ou outro parlamentar teria que ser satisfeito, mas enfim, até na guerra perdas são previstas.
Alguns ainda contestarão, como distribuiremos o tempo de tv e rádio? E eu pergunto: Tempo de tv e rádio? Por que tê-los? Em um mundo digital, cada um poderia fazer sua campanha sem se preocupar com distribuição de tempo. Mas se fazem tanta questão, vamos distribuí-los somente aos candidatos majoritários que terão direito ao tempo se apresentarem uma série de coisas como plano de governo, assinaturas de apoio ou algo semelhante. No mais, a falta de tempo de tv valorizará o candidato local, acabando (ou pelo menos diminuindo) a soberania do dinheiro nas eleições.
Enfim, esse, na minha opinião, seria o mundo ideal da política no Brasil, uma forma clara de separarmos o “joio do trigo”, não seriamos mais obrigados a ler coisas como as declarações do atual líder do governo do PR na Assembleia que há 4 anos (então na oposição) barrou um projeto de Roberto Requião de aumento dos impostos e taxas do Detran e agora, na situação, defende com unhas e dentes um projeto ainda pior do governante maior de seu partido no PR.

Andar de ônibus é sempre uma aventura diferente, seja pela maneira com os motoristas conduzem o veículo, seja pela companhia que se encontra ou ainda pelo que se ouve em alguns minutos na lotação urbana.
Na faculdade, tive a graça de receber uma premiação por um texto que fiz sobre telefones sem fio e telefones celulares, no texto eu argumentava que o telefone sem fio trouxe liberdade para as pessoas, ao passo que telefones celulares trouxeram prisão. Hoje, depois de anos de evolução dos telefones celulares vejo que a prisão também deixou os ônibus mais chatos.
Graças as tecnologias com rádio no celular, internet no celular, televisão no celular e até a já ultrapassada mensagem de texto no celular, os papos no ônibus não são mais os mesmos. A maioria das pessoas se esconde “atrás” de seus fones de ouvido, e curtem a si mesmo durante todo o trajeto. Pena, não dividem com ninguém histórias pitorescas.
No ônibus de hoje, ouvi apenas dois casos interessantes: uma senhora ruiva que aparentava uns 50 anos comentava com o motorista que ela não poderia mais pegar o ônibus naquele horário porque o filho arrumara emprego, e a creche só poderia pegar o sobrinho dela a partir das 07h30, então, como ela tinha um horário mais flexível iria se sacrificar pelo filho. Entre um lamento e outro, comentou como a mãe da criança era uma mulher sem juízo, que viajava muito e pouco via a criança.
Na outra ponta do ônibus um senhor, segurando uma sacola de supermercado recheada de exames, contava a outro senhor, igualmente interessado na história, como era um homem sofredor. Doía suas costas, suas pernas, sua cabeça, tinha um problema de gastrite, não podia andar muito porque as câimbras já lhe atacavam e agora deu de esquecer das coisas. Será que ele lembrava onde estava indo? Sim, era para outro médico ver os seus exames. Clássico.
Já chegando ao final de minha “viagem” ouvi o começo de uma história, mas me parte o coração contar-lhes que não sei o final. Dava conta de um jovem que devia ter pouco mais de 20 anos falando com sua mãe. Dizia ele que em seu novo trabalho havia uma moça muito bonita que queria porque queria levá-lo a igreja para falar com o pastor, pois, segundo ela, o rapaz estava com o demônio no corpo… sim, não sei o resto da história.
Não fiquem bravos, há muitas outras histórias pitorescas para dividir, e fica uma dica, já que seria audacioso demais chamá-lo de conselho. Deixe seu carro em casa ao menos uma vez por semana e vá de ônibus e veja seu caminho por outro ângulo, garanto que você vai se surpreender.
Deixar coisas para trás nem sempre é fácil. Há coisas, pessoas e situações com as quais nos acostumamos e que torna nossa vida bem melhor por sua simples presença. A despedida não é fácil, mas o legado com que ficamos é algo que deve manter-se em nossa mente e servir como aprendizado.
O apego é algo inerente ao ser humano, e ser humano (com o perdão do trocadilho) é ter que constantemente fazer escolhas. Escolher o melhor caminho, escolher a melhor forma de brigar e defender. Ser humano é a fina arte de dizer não, mesmo acreditando que o sim é a melhor resposta.
Já me despedi de muitas coisas na vida, algumas nem me despedi, a vida simplesmente me separou delas: separei-me de bons amigos, me separei de empregos, de professores, de colegas de escola, de namoradas, de trabalhos, me despedi de animais de estimação, me despedi de chefes e subordinados, e a cada um deles dei o meu melhor, e busquei em sua essência a razão daquela relação.
Muitos dizem que a dor da despedida é uma das piores, concordo. Não nos conseguimos aceitar o fato de sermos forçosamente tirados de nossa zona de conforto expõe nossas fragilidades, medos e com certeza mostra quanto nos importamos com as pessoas.
Mas ciclos são ciclos e cedo ou tarde eles acabam, é a lei da natureza e devemos ter a consciência de que isso é algo comum e o chão que a principio, nos falta, breve voltará. Entender as mudanças como oportunidades, assim deve ser. Difícil? Sim. Mas é o certo!
Conquistar mais e melhor, conquistar outras coisas, novos amigos, novos amores, novos empregos, encarar novos desafios, mover a vida, girar a roda da fortuna, aí está o grande barato das coisas. Portanto jamais fique triste ou feliz em demasia, ambos os sentimentos irão passar e somente após isso se dará conta de quanta coisa ainda há pela frente.
Como diria Saint Exuperry, “você é eternamente responsável por tudo aquilo que cativa”
Hoje uma cidade que mora no meu coração, e que por muitos anos morei nela, Mandirituba, completa idade nova. Uma cidade ordeira, uma cidade de gente simples, que tem na agricultura seu braço forte. Tive o prazer de conviver, viver e servir o povo de Mandirituba. Foi lá que comecei minha vida no rádio, foi lá que lancei meu primeiro jornal, foi lá que estudei o primeiro e o segundo graus do Colégio Joaquim de Oliveira Franco. Servi Mandirituba no gabinete dos prefeitos Chimim e Palú e em grupos de jovens em Mandirituba, Areia Branca, Espigão das Antas e na Pastoral da Juventude. Na cidade retomei os festivais de música, ajudei na concepção do teatro central, fiz shows beneficentes, apresentei de posse de prefeito a festa de 15 anos. E eu adorava tudo aquilo. A carreira me separou da cidade, mas deixou em mim as lembranças de uma grande cidade, de um grande povo.
Mandirituba sempre foi o coração pujante da região metropolitana de Curitiba, não buscava ser a maior, mas sim, a melhor. O que é totalmente diferente. Exemplos não faltam para esta afirmação: Quantas cidades da RMC, você conhece que tem 3 amplos teatros a disposição da população? Quantas cidades você conhece tem um hospital completo a disposição da população? Quantas cidades você conhece tem no coração da sua praça uma obra de arte? Poucas (para não dizer nenhuma), e isso atesta o espírito inovador da cidade.
Mandirutuba é uma cidade religiosa, tem feriado católico, caminhada evangélica e acima de tudo um profundo respeito a todas as religiões. Não é incomum ver evangélicos ajudando católicos ou católicos ajudando evangélicos, as diferenças ficam nas crenças mas não tem vez no trabalho solidário.
Me dirão os leitores que me dão o prazer na audiência: – essa cidade só tem virtudes? Não!
Ela tem muitos problemas, as estradas poderiam ser melhores, o distrito de Areia Branca poderia ser melhor atendido pelo poder constituído, ainda há uma escola rural, os salários dos servidores estão defasados e a política ainda tem tons mais vaidosos do que serventis, mas apesar disso há população lutadora e dissonante de tudo isso.
Há na população de Mandirituba uma latente vontade de crescer, melhorar, ajudar. Conheço dezenas de pessoas que moravam em casas paupérrimas, e que com a força do trabalho prosperaram. Conheço pessoas muito ricas na cidade que encontramos fazendo churrasco nas festas de igreja, organizando eventos solidários. Conheço empreendedores, inovadores, corajosos.
Quando lembramos de pessoas, lembro da Mariana da Abai e do Fernando dos Meninos de 4 Pinheiros. Para quem é da cidade, estes nomes lhes são conhecidos, para quem não é, vale um breve resumo. Eles dedicaram a vida deles a caridade. Simples assim.
A cidade em que as crianças conhecem o hino, a cidade em a população recebe benesses e cobra atitude do poder constituído, uma cidade em que o melhor está sempre por vir, faz aniversário. A cada aniversário fica a esperança da coalizão contra a disputa. Que a volta ao passado remonte apenas a história e não uma esperança do futuro. Na cidade em que alguns jovens demorar cerca de 3 horas para ir e voltar de Curitiba deve haver a renovação política, para só assim, haver futuro próspero para uma gente próspera! Afinal, Mandirituba merece!

O bom humor é uma das ferramentas da nova estrutura organizacional que mais chamam atenção no dia a dia das empresas. O que antes se resumia a várias pessoas sisudas, vestidas de maneira sisuda e agindo de maneira sisuda, hoje dá lugar a um ambiente moderno em que brincadeiras e piadas são permitidas,mas claro, com moderação.
Primeiro, antes de entrar na “modernidade” o Você profissional tem que estar munido de “simancol” , lembrando que os que não nasceram com tal benesse não adianta, não tem para comprar na farmácia. Pós feita esta conferência e a confirmação sido dada você está apto ao divertido mundo do escritório.
Brincadeiras com o time alheio na segunda-feira não tem problema, mas lembre-se que “pau que bate em Chico bate em Francisco” então, quando o seu time perder, aceite a brincadeira numa boa, ninguém gosta do troglodita de mão única.
Cuidados são necessários, por exemplo, piadinhas de colegas que potencialmente estariam namorando outro fulano são desnecessárias e depõe contra você. Não preciso citar que as tais piadinhas que colocam em dúvida a sexualidade da pessoa são proibidas, pouco produtivas e só geram risos para quem não está sendo alvo delas, então, tire estas piadas do seu repertório.
Tenha o cuidado antes de brincar de ver se a pessoa não está concentrada ou atrasada com outra atividade, isso pode gerar mal estar e a brincadeira pode sair pela culatra. Lembre-se que você pode ter atividades em atraso e não gostaria que viessem te atrapalhar.
Por fim, entenda, bote na sua cabeça que: tem pessoas que não aceitam, não gostam ou não se sentem bem com brincadeiras em nenhum horário. Ela é assim, não é pior nem melhor que você, ela é apenas diferente e isso pode ser lido como uma placa “PARE” . Esta pessoa não se importa que você brinque com os outros e nem que os outros brinquem com você, mas para ela o papel de expectadora é mais que suficiente.
Vá ao seu trabalho com um sorriso no rosto, com vontade de crescer, afinal , você pode não estar trabalhando naquilo que sonhou enquanto corria de lá para cá brincando de polícia e ladrão, a lua fica longe demais para você ser astronauta e o fogo é quente demais para você ser bombeiro. Se as coisas não saíram exatamente como você quis, lute e corra atrás, você pode não estar trabalhando no que ama, mas tem que amar aquilo que faz.

Perdi a fé no ser humano. Simples assim. Agora acredito em frases como “a ignorância é uma dádiva”! O ser humano não merece o crédito que damos a ele. Sempre acreditei que havia no mundo mais pessoas boas do que más, ainda acredito, mas até mesmo esta crença começa a ser abalada.
Mortes, estupros , assassinatos, mãe sendo morta pela filha, mães abandonando filhas. Drogas, roubos, motivos para perder a crença não faltam, e estes exemplos, dirão os poucos leitores que me dão a honra da audiência são casos isolados, um em um milhão, concordo! Mas não foram somente estes os motivos que me levaram a perder a fé na humanidade e sim o egoísmo de nós mesmos.
Pequenos atos mostram como agiríamos durante nossa vida. Não dar lugar para os mais velhos, agredir física ou verbalmente pessoas se valendo do tamanho ou da carteira. Achar que você tem mais direito aquela mesa do restaurante colocando sua mala em cima enquanto outras pessoas já com a bandeja na mão procuram onde se sentar.
O ser humano não merece mais o crédito de confiança porque é mau de nascença. Queremos levar vantagem e essa é a regra e não a exceção. Na internet, nos jornais, na TV, multiplicam-se os casos de intolerância social, racial… Cada vez que roubamos uma caneta, que aferimos vantagens indevidas somos tão corruptos quanto aqueles que tanto criticamos.
Somos mau e ponto. Desde cedo somos incentivados a competir e não incentivamos a divisão. Passamos passivamente por centenas de pessoas pobres, sujas, viciadas, crianças com doença e nossa atitude se resume a critica ao poder constituído. Não podemos salvar o mundo sozinhos? Não! Mas nem ao menos fazemos a nossa parte.
Somos mau e nos identificamos com a maldade por isso elegemos tantos políticos corruptos, eles são nosso espelho, eles efetivamente representam o que pensamos de mundo. Nossa tábua de salvação se dá no dizimo de domingo, na esmola no sinaleiro, na doação espontânea que fazemos quando ficamos compadecidos com alguma situação.Achamos bonito, nobre, algumas vezes até choramos com os programas assistencialistas que mudam a vida das pessoas, mas quando fazemos a nossa parte?
Conheço pessoas que fogem a esta regra, conheço pessoas que “adotam” outros seres humanos por ainda crerem na humanidade, não lhes dão dinheiro, lhes dão uma chance de vida; pessoas que apostam nas pessoas lhes dando trabalho, pagando sua faculdade, bancando seu material escolar.
Conheço pessoas que sim, se diferem deste cenário horroroso que desenhei aqui, mas infelizmente elas são a exceção e não a regra. Podemos mudar? Não creio. Ainda acho que podemos fazer a nossa parte mesmo quando todos nos olhem com aquele olhar que diz: “como você é otário”.´Sonho no dia em que eu talvez recupere a minha fé nas pessoas…
Porém, hoje, o que vejo é a lei do mais forte imperando, a inveja, a arrogância e a ganância fazendo seu reinado, e infelizmente… nada mais!

Onde está a gentileza? Por que as pessoas não aprendem mais com suas mães a dar lugar para os idosos, ajudar cegos a atravessar a rua, carregar sacolas, fazer benesses? O que mudou? Por que e desde quando nos tornarmos extremamente individualistas? Quando o dinheiro passou a ser o senhor de nossas vidas?
Diariamente abrimos os jornais e damos de cara com crimes bárbaros motivados por trocados sujos, corrupção sustentada no sofrimento dos oprimidos, mentiras, traições, barganhas, vergonha!
Há um velho vídeo “susncreen” que foi traduzido para o Brasil por Pedro Bial, o vídeo é lindo, trás uma mensagem belíssima e diz que algumas verdades são imutáveis, como aquelas de que sempre acreditaremos que no passado os políticos eram honestos, os preços justos e os jovens respeitavam os idosos. Não vivi este tempo.
No meu tempo, Sarney era presidente, então, jamais alimentei falsas esperanças com relação à política. Quando eu era criança estava acontecendo o racionamento, haviam os fiscais do Sarney e a inflação era galopante, portanto, jamais tive ilusões quanto ao preço das coisas. Quanto aos mais jovens respeitar os idosos…eu respeitava. Lembro que minha mãe costumava apenas me dar um olhar certeiro ao menor sinal de falta de educação, mas esta também não era verdade absoluta entre meus amigos.
Ainda falando sobre minha mãe, ela me deu um ensinamento que jamais esqueci e que tirou de várias encrencas, diz ela que o desprezo valia mais que um tapa no rosto. Ela tem razão. Nunca briguei fisicamente com ninguém, mas já fiz várias pessoas repensarem seus atos frente ao meu desprezo.
É claro que errei, quem não erra, mas jamais dei tanta importância aos erros que me fizessem desistir de tentar, tentar e tentar novamente. Sempre tive consciência que há milhares de pessoas piores e melhores que eu, mas que isso em si não implica nem sucesso e nem fracasso algum. Procurei ser fiel aos amigos e da mesma forma esperei a reciprocidade, muitas vezes ela não veio, mas não é um negócio, deve ser um prazer.
Por fim, termino este devaneio lamentando a sociedade em que vivemos, de luto junto com a família Maeda que perdeu a família de maneira estúpida, assassinada por gente, que não teve a sorte de ter ensinamentos como eu tive e tão pouco vontade de tê-los por si só. Termino este texto chorando junto as “mães do crack” tão bem retratadas na revista Veja desta semana, termino, sinceramente, ainda crente que um dia velhos hábitos voltarão e quem sabe, a partir daí, a insanidade humana, a bestialidade a que estamos submetidos sejam suprimidas pela atenção, compreensão, perdão! Quem sabe!? Sonhar ainda não é proibido, ou é?!
No programa de rádio que fazia parte junto com outros colegas, quando expressava esse tipo de opinião o elenco costumava gritar: “Acorda Ediney!”, agora respondo: “não, não quero acordar!”
Relembre o vídeo!
A sensação de impunidade que impera no Brasil talvez seja o melhor argumento, se é que há melhor neste caso, para o aumento da criminalidade entre jovens. Se antes a desculpa era social, esta cai por terra com a estabilização da economia, maior acesso a educação e condições cada vez melhores de moradia.
Se tudo este cenário é bom, por que então esse número cresce? A impunidade! Mas se as leis não mudam… Então… diante desse cenário só nos resta o caminho da desesperança? Agora, enquanto escrevo este texto, o ex-jogador e atual comentarista Edmundo estão sendo procurado pela polícia. Em 1995 ele foi responsabilizado por homicídio culposo de 3 pessoas, foi condenado há 4 anos de semi aberto, não cumpriu nenhum. O juiz expediu então o mandato de prisão, enquanto o advogado do atleta defende que o crime já prescreveu.
Mas então espera: eu sou loiro (isso é um auto bullying?) e demoro um pouco mais para entender, quer dizer que ele “mata”, não cumpri a pena que lhe foi imposta e agora, depois da ameaça de prisão ele simplesmente não quer pagar nada? Pode isso Arnaldo?
Não, a regra é clara! Ao menos deveria ser. Cometeu crimes tem que pagar, em vida! Nada de deixar por conta do diabo um serviço humano. A impunidade mostra suas garras em recursos diferentes em diferentes varas, diferentes tribunais. Na entrevista desta semana da revista Veja, o ministro Joaquim Barbosa, aquele que o deputado mandou tomar cuidado para não cair na mão do “pretinho do tribunal”, expôs sua opinião sobre o sistema judiciário brasileiro: “é bem rigoroso com pobres e negros”!
Pagar sua pena pós condenação é o mínimo que se espera de qualquer democracia séria, de qualquer sistema judiciário minimamente consolidado, de um país que espera que seu povo se orgulhe do sistema judiciário que lhe atende.
A verdade é que tudo gira em torno da maneira com que as leis são dispostas para beneficiar alguns interesses, para atrasar, afinal, elas foram feitas de maneira tão minuciosas que abrem margem para tantos recursos que o principal deles, o mais relevante, o recurso da Justiça, fica para a última instância, isso quando não prescreve!
Muito se fala no mundo corporativo em pró-atividade, é basicamente aquela tarefa que a maioria das pessoas faz corpo mole, que não por acreditar que aquilo não faça parte de suas atribuições, mas alguém, de repente, sem ninguém pedir, resolve ir lá e resolver! (com o perdão do trocadilho). Esse é o Boby, nosso personagem no texto de hoje.
Boby Vendramin é meu amigo, é um empreendedor, não é um funcionário e pratica a pró-atividade de maneira correta, ou seja, faz e ensina a fazer. A pró-atividade não deve ser uma tarefa a mais na mesa de alguém, não, ela deve ser exercida esporadicamente por quem busca aprender e ser rápido na execução das tarefas.
Boby, nosso personagem, Boby verifica as informações antes de repassá-las, foca na solução e não nos problemas, busca abordagens criativas, e tem uma irritante, porém, pertinente perfeição em seus trabalhos. Mas que trabalhos? Aí é que entra a pró-atividade de Boby. Ele, de nascimento, (ok, piadinha sem graça) é Webdesigner, mas o meu problema é com o celular, e aí? Aí é que Boby não sabe resolver, mas procura, insiste, tenta e se tudo der certo, resolve.
Isso é pró-atividade, fazer algo por alguém de maneira ou pela empresa sem ser cobrado e tão pouco pago por isso.
No mundo corporativo as pessoas buscam cada vez mais a individualidade, quando o mercado busca exatamente o contrário, e esse cuidado é pertinente a quem quiser entrar em grandes empresas o, a divisão do trabalho, o autogerenciamento são ferramentas valiosas que estão a disposição da gestão e logo será culturalmente implantado no Brasil.
A pró-atividade será, em um futuro próximo, tema de feedback, hoje ela é apenas um plus e nada mais que isso, as pessoas não são demitidas por não serem pró-ativas, mas não são promovidas por não o serem.
Pessoas como Boby podem fazer parte de times de alto desempenho, que, aliás, precisamos ter uma nota mental sobre o que são times de alto desempenho. Eles, definitivamente não são aqueles times que vez ou outra batem metas ou fazem o que são pagos para fazer. Times de alta performance são aqueles que fazem sempre bem, sempre com excelência o que são pagos para fazer e por isso alcançam resultados desejados.
Boby, é meu amigo como já falei aqui, mas mais do que isso, é um profissional “Midas”, tudo que ele coloca a mão vira ouro porque ele faz com dedicação e cuidado cada uma das tarefas que são atribuídas.
Algumas discussões realmente não fazem sentido. Outras são defendidas de maneira tão apaixonada que elas mesmas se tornam uma espécie de mantra da vida das pessoas. As decisões seguem no mesmo padrão e dias destes a sociedade brasileira se viu em meio a mais uma polêmica: o tal livro do MEC que “ensina errado”.
Ouvi diversos professores amigos meus, assisti a algumas entrevistas do ministro da educação e cheguei a seguinte conclusão: o livro realmente não é bom. E como cheguei a esta conclusão? É sobre isso que discorrerei a seguir.
Na comissão do MEC, o ministro comparou aqueles que criticam o livro a Mussolini, ou melhor, ele classificou aqueles que criticam o livro como sendo pior que Mussolini, porque este ao menos lia para criticar, algo que até agora não foi feito.
Mas o senhor Ministro esquece que não navega em águas tranqüilas há muito tempo. Nem lembro mais quantos ENEM’s (é assim que se escreve no plural?) deram problemas. É da pasta do nobre Ministro também a tentativa de taxar e proibir As Caçadas de Pedrinho de Monteiro Lobato como um livro racista, então senhor Ministro, por mais injusto que estejamos sendo, o senhor tem um passado que no mínimo o condena.
A questão do “ensinar errado” é polêmica e como tal desperta opiniões apaixonadas. Minha amiga, que é professora, Scheila Ribeiro, disse-me para não desvalorizar a profissão dela, que livros por si só não ensinam, que ela é contra a metodologia, mas que a principio a discussão está mais acalorada do que devia.
Simples assim, os professores ensinam, livros ajudam! Show! É isso mesmo, e a questão é ainda mais minimalista, o MEC, ao incentivar que o professor utilize como base um livro que não ensina errado, mas também não o condena, está incentivando a comparação por baixo.
Quando nivelamos nosso ensino por baixo estamos elevando a educação brasileira em números. Assim, não tiramos mais pontos por erros no plural, aumentamos a sua nota. E ao aumentarmos a sua nota de maneira artificial podemos dizer aos quatro cantos quanto nosso ensino prosperou.
Agora me diga: em uma entrevista de emprego, por exemplo, quem você irá contratar o cidadão que escreve “Nóis pega” ou alguém que escreveu certo? E cuidado; com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista nas redações é bem possível que esse tipo de grafia esteja presente em algumas páginas disseminando ainda mais a cultura popular outrora ensinada em livros que “ensinavam errado”
Quase encerrando o pensamento, também não me sinto muito a vontade com a sociedade brasileira criticando tão veementemente este livro ao par que dá milhares de acessos a um rapaz show (e realmente ele é muito bom) chamado Felipe Neto que berra palavrões para expressar sua opinião, para mim, isso realmente não faz sentido!
Para quem ainda não conhece o rapaz, segue uma palinha, ou palhinha, ou sei lá, escolha…
O emblemático, como diria Gilmar Mendes, caso do jornalista Pimenta Neves que matou, confessou, foi condenado e ficou 11 anos com recursos e mais recursos aguardando para tentar se livrar da prisão chegou ao fim. Sua defesa disse que recebeu a notícia da prisão com consternação porque não teve acesso a um julgamento justo. Como assim? O cara não confessou? Não matou? O que a defesa esperava? Absolvição?
O caso Pimenta Neves é sim emblemático, o emblema desse caso é social. Sim, porque não há defensor público no mundo que recorreria tantas vezes como os advogados do senhor Pimenta. O emblema é sim da impunidade porque Pimenta já cumpriu 7 meses de prisão, é réu primário, tem mais de 60 anos e tem o direito de estar em liberdade em apenas 1 ano e 8 meses e contando…
Quando Pimenta Neves resolveu se entregar e a polícia foi pegá-lo em casa, confortavelmente sentado no banco de trás da viatura e no porta-malas como normalmente acontece, ele mesmo fechou a porta de sua casa como se fosse dar uma saidinha e já voltava. Ele estava certo.
Pimenta Neves, o jornalista Pimenta Neves, foi protagonista de uma grande reportagem, nela o descaso com a vida, nessa reportagem a lentidão da justiça brasileira escancarada em páginas e páginas de recursos. Na reportagem protagonizada por Pimenta a descrença na punição expressada pelo pai da jovem assassinada que afirmou que tinha certeza que morreria antes de ver o algoz da filha atrás das grades.
Pimenta Neves jogou nos olhos do povo um colírio ardido, um colírio devastador, o colírio de que a justiça e as leis brasileiras estão na UTI e precisam urgentemente passar uma revisão. Ardeu ainda mais em nossos olhos o aceno gentil do assassino ao deixar sua casa. Ardeu em nossa alma a punição inócua e nula a que se prestou nossa justiça. Nosso Supremo, informou seu magistrado, julgou um caso emblemático e assim como os casos Mensalão e Battisti, mais uma vez, quem perdeu foi o povo brasileiro.
Você pode ou não falar tudo aquilo que pensa? Em teoria, pode. Mas não deve! Em Curitiba, por exemplo, houve pelo terceiro ano consecutivo a proibição da marcha da maconha, os idealizadores da marcha agora vão promover a marcha da Liberdade de Expressão. Tema espinhoso, mas vamos lá!
Drogas, tem gente que usa, tem gente que não usa. Tem gente que vicia, tem gente que não vicia. Recentemente o ex-presidente Fernando Henrique afirmou que era a favor da liberação. Liberdade de expressão? Sim. Proibir a marcha é contra a liberdade de expressão? Acho que sim também, mas vamos lá!
Drogas: somente as pessoas que já tiveram em suas famílias pessoas dependentes químicas podem opinar sobre o tema. Famílias e mais famílias destruídas pelo vício. Famílias que viram a maconha servir apenas de porta de entrada para o crack, cocaína e daí para crimes é um pulo. Qualquer tipo de propaganda das drogas deveria ser proibida, sim também, mas vamos lá!
Dizia minha mãe que de boas intenções o inferno pavimentou suas ruas. Não seria a proibição dessa marcha em nome de um bem maior um pouco dessa pavimentação? Ao abrir a exceção de uma marcha contra a maconha não estaríamos abrindo mão de outras “opiniões”? Hoje não se pode falar sobre a maconha, amanhã não se poderá protestar a favor ou contra a pena de morte, no outro dia quem sabe se proibirão as manifestações contra a corrupção.
Entendo como justa a preocupação da sociedade contra o uso indiscriminado das drogas. Entendo e concordo com o potencial destrutivo delas. Mas acredito ainda mais na justiça social e na educação das escolas e em casa como forma de combater as drogas do que formar simplistas de censura que incitam o proibido e afasta da mesa um debate sério sobre este e outros temas.
Enquanto escrevo este texto o tema do dia na redação, nos botecos da cidade, na Boca Maldita ou ainda em hospedarias Brasil a fora é o atropelamento ocorrido no Alto da Glória, a vitória do Coritiba frente ao Palmeiras, 6 a 0 foi de tirar o fôlego realmente!
Mas vamos mais além do resultado, vamos a São Paulo, vamos a entrevista de Felipão falando sobre o Coritiba, a verdade é, desrespeitando o adversário, subestimando a concorrência, e isso é uma lição do dia a dia de uma organização.
Já falei aqui no blog sobre boca fechada que não entra mosquito. E não entra mesmo! Talvez se Felipão não falasse tanto, talvez se tivesse usado o tempo desrespeitando o adversário o estudando, talvez se não colocasse o salto alto e fosse realmente ao trabalho, talvez e apenas talvez, não tivesse tomado a sonora goleada que tomou!
Nas organizações é igualzinho. Muitas vezes você trabalha em um veículo líder, você trabalha em um local com audiência, receita, enfim e esquece que de outro lado há uma pessoa, ou um grupo trabalhando, suando, buscando seu espaço e devargazinho, de pontinho em pontinho vai tirando essa supremacia toda.
A vitória, a boa fase devem sim ter seu espaço para comemoração, mas assim como a lenda do rei que estava morrendo e chama o filho mais velho que iria herdar o reino e lhe dá um anel e diz nos seus momentos de maior glória e de maior derrota leia a inscrição do anel. Logo em seguida o filho saiu para a guerra e vitorioso voltou para os braços do povo, ali no meio daquela comemoração lembrou da recomendação do pai e leu a inscrição do anel que dizia:
- Isso também vai passar!
É verdade. Todos os dias as pessoas devem buscar a excelência no que fazem. Cursos, estudos e principalmente modos diferentes e mais rápidos para se fazer a mesma coisa devem estar na ordem do dia sempre. Estude seus concorrentes. Saibam o que de bom eles estão fazendo, como eles estão fazendo. Como você pode aprender com eles?
Outro ponto importante: humildade. É ela que vai manter os teus pés no chão na hora do sucesso e que lhe dará força para a volta por cima. É um combustível poderoso no dia a dia de qualquer organização.
No mercado de trabalho muita gente desiste muito rápido de seus anseios. Anualmente milhares de pessoas saem dos bancos das faculdades para exercer uma atividade que não se formaram. Por que isso acontece? Vários são os fatores e vou elencar alguns por aqui. Vai que isto ajude a um leitor perdido em futuro distante ou não.
Primeiro ponto: Por que alguém precisa saber que bendito curso quer fazer aos 17, 18 anos? Eu sentencio: Não precisa! Eu sei que os mais tradicionais que a vida não tá fácil, que o Mark ficou rico antes dos 25 e etc, etc. Não se preocupe com isso. Você ficará rico no momento certo, quando seu trabalho permitir. Meu conselho: Não faça faculdade antes dos 23, 24, 25 anos. Outro conselho. Faça um curso técnico. Faça dois cursos técnicos. Faça três. Faça cursos técnicos até que você encontre a conjunção prazer, amor e dedicação. Pode parecer relação sexual, mas essa conjunção fará você ficar rico fazendo o que gosta.
Quando você descobrir o que quer da vida, especialize-se nisso! Faça faculdades, faça viagens, conheça empresas que tenham expertise na área. Peça para trabalhar de graça em uma delas só para descobri como é o dia a dia dessa atividade.
Trabalhe, mas só até o primeiro bocejo. A partir daí vá para casa. Faça grandes coisas. Erre vigorosamente tentando acertar! Dizem os especialistas clichês que o erro é um dos maiores aprendizados que você pode ter. Bobagem. O erro é um erro, não o menospreze, se você errou fez algum processo errado e isso não deve se repetir.
Por fim, quando você for o fera no que faz, comece a vislumbrar o futuro. Faça um curso de gestão, acredite, no futuro ele fará diferença. Alcançando o sucesso você certamente será responsável por uma equipe e ela dependerá da sua competência para obter sucesso.
Mudar de idéia não é pecado. Não importa há quanto tempo você faz o que faz, pode mudar quando quiser. É verdade que é preciso ter coragem para recomeçar, mas se você chegou até aqui…
Por fim… busque algo que lhe deixe feliz todos os dias. Faça algo que os problemas (e eles vão existir aos montes) sejam nada mais que desafios. Tenha metas de tempo e as cumpra. Se você pensar que em cinco anos a sua empresa tem que promovê-lo e isso não acontecer, peça a conta! Faça um balanço, descubra se o errado era você ou a empresa e siga a sua vida.
Mas acima de tudo, antes de tudo e apesar de tudo… seja feliz, faça as pessoas felizes! Afinal, em comparação você sempre vai ganhar e perder de alguém e no final das contas isso não importa. Abaixo, um vídeo do genial Steve Jobs, se você gosta ou não da Apple é um detalhe, mas essa história de vida todo profissional deve gostar!

Ontem devo ter visto uma das cenas mais tristes da minha vida. Parado em um congestionamento na Rua André de Barros, uma mulher, catadora de papel foi atropelada, ela, como a maioria das catadoras de papel com filhos os levava junto, ela deitada no chão, não sei com que gravidade de ferimentos, ao lado, o filho, aparentando uns dois anos, chorava, esperava que a mãe reagisse aos seus pedidos.
Não sei se o tempo me deixou mole demais, não sei se realmente a cena era chocante a tal ponto, não sei se a realidade bateu forte demais na minha cara, mas a verdade é que senti demais aquela cena.
A verdade é que vi quão sortudo eu era, no conforto do meu carro, ouvindo rádio, fazendo conjecturas de como o mundo é justo ou injusto não tinha idéia de como aquela pessoa, aquela família sofria. A páscoa bate a nossa porta, em cada páscoa, um sentimento de que as coisas podem ser melhores. Mas ano passa, ano vem e pouco fazemos para que a situação destas pessoas mude. Eu pouco fiz. Imagino que enquanto escolho que chocolate vou comer primeiro, estas mesmas pessoas agradecem por ter um prato de comida. Imagino que enquanto discuto conjecturas políticas, as pessoas só sabem que precisam do benefício do governo para não passarem fome.
Páscoa, tempo que comemoramos a ressurreição de Cristo, mas tempo também de lembrarmos de sua morte, de seu sofrimento, talvez esta mulher seja o Cristo atual. Mas não acredito que ela tenha muitas pessoas chorando por ela. Não acredito que sua morte trará uma nova ordem ao mundo. Talvez ela suba aos céus e sente a direita de Deus Pai.
O presente daquela criança é tão desgraçado quanto a tendência do seu futuro. Aquela mãe, ali na calçada provavelmente vai querer o melhor para o seu filho, mas ela tem condições de fazer essa distinção? Em sabendo, ela terá condições de proporcionar o melhor?
Vez ou outra, ainda tento inutilmente, entender a complexidade da nossa existência. Me deparo com o passado, com coisas que hoje me parecem absolutamente absurdas, me deparo com o presente e nele as discrepâncias entre o ”querer” e o “poder”, ainda olho para o futuro na esperança de adivinhar aquilo que não se pode prever.
Vez ou outra, meu pensamento toma forma de viagem, e como diz a música, vou para onde Deus quiser, alguns lugares eu quero também, outros não. Algumas lembranças são amargas, outras divertidas, outras tolas, mas todas contribuíram de alguma maneira para a formação do meu caráter.
Vez ou outra, eu escrevo coisas que poucos lerão, e o faço pelo simples prazer de escrever. Tenho poucos amigos, a maioria deles são mais virtuais devido a geografia, mas todos me são caros, porém, somente aqueles que me conhecem bem podem entender estas confusas linhas.
Hoje é dia do Jornalista, infelizmente não há muito o que comemorar. Primeiro porque a bestialidade chegou ao Rio de Janeiro. Um idiota, metido a entender o que não entendia, usando desculpas que não desculpavam matou alunos de uma escola, que , de errado, nada faziam, mas enfim, ele queria chamar a atenção. Conseguiu!
No dia do jornalista poderíamos falar sobre várias coisas, a falta da obrigatoriedade do diploma, a baixa qualidade do jornalismo atual, as muitas falhas, o achatamento dos salários, ou ainda pior, falarmos sobre o número exagerado de mortes de colegas no exercício da profissão.
Ser jornalista é, e sempre foi, um exercício de contar histórias, mas jornalistas, ao menos os bons, não se contentam com a fofoca, querem ver o fato In loco, querem passar a sua audiência com a informação com exatidão. Jornalista nunca está feliz, ele sempre busca o “mais” o lado escondido, aquilo que ninguém quer mostrar. Jornalista que é jornalista mesmo, não se importa com a repercussão, se importa com a verdade da história.
Muitos de nós se vendeu ao “lado negro da força”, trocaram a vaidade, dinheiro pela verdade, outros conseguiram reconhecimento exatamente por serem verdadeiros. Escrevi minha primeira matéria com 13 anos, publiquei meu primeiro jornal com 14, fiz meu primeiro programa de rádio com 16 e apresentei meu primeiro programa de televisão com 21. Fiz o que muitos, muito mais velhos ainda não conseguiram e disso me orgulho. Mas não me orgulho por ter apenas escrito, falado, comentado ou editado coisas verdadeiros, isso foi minha obrigação.
Morava na pequena Mandirituba, e na minha época (façamos de conta que isso mudou, o que não aconteceu) o sistema de transporte público era uma vergonha, ônibus lotados, licenças vencidas, pneus carecas e a passagem mais cara das cidades metropolitanas do Brasil, formavam um conjunto ideal para uma matéria, mas, por algum motivo que prefiro não entender, essa matéria nunca aconteceu. Mas eu fiz. No colégio, lancei um jornal chamado “Contacto Imediato” e na segunda edição dei capa para a questão.
Fui censurado publicamente pelo prefeito em um programa de rádio, fui chamado no fórum da cidade pela empresa para me explicar, e tive que dar uma página de direito de reposta. Porém nas ruas fui cumprimentado, os professores me elogiaram, os próprios motoristas aprovaram a matéria. Naquele dia, descobri que estava no caminho certo, queria mesmo ser jornalista.
A grande verdade é que se excetuando os que trabalham em grandes veículos, jornalistas pouco podem fazer para o dia a dia da comunidade. Pouco podem mudar a vida dos cidadãos. Mas, não importa qual a audiência deste ou daquele veículo, o que importa é que a figura do jornalista representa sempre uma vigilância zelosa para o bem da comunidade.
Vilipêndio, sempre achei esta palavra bacana e pensava escrever essa palavra em algum texto neste blog, não será desta vez, mas é bom que todos saibam que falarei sobre vilipêndios em algum momento.
Aliás qual é necessariamente a liberdade que uma pessoa tem para falar algo? Para fazer algo? Ou quem sabe desenhar algo? Recentemente o cartunista Solda, foi acusado de racismo. Na charge que fez, mostra um macaquinho fazendo para banana. O macaco Segundo os “intendidos” (com ï”mesmo) do assunto era Obama em sua visita ao Brasil. Segundo Solda, nada mais é que uma referência a República das Bananas.
E realmente importa quem tem razão? Solda perdeu o emprego e ficou com pecha de racista, Paulo Henrique Amorin, ficou com o ar de “denunciei o racismo”e nós com caras de bobos. Bobos porque não pudemos ter a opinião sobre o caso, a maioria aceitou a opinião do renomado “jornalista”que alias defendeu em uma palestra para o sindicato dos Jornalistas de Curitiba ser contra o diploma e disse mais, qualquer um pode ser jornalista lendo apenas 5 livros, mas esta é uma outra história.
A censura no Brasil é velada, ela existe desde áureos tempos, a própria corte comprou um jornalista que não fazia referëncias elogiosas a ela. No mundo manda-se matar mesmo. Aqui se manda embora e coloca-se um carimbo invisível na testa da pessoa em que diz ˜racista”.
No Brasil algumas coisas são proibidas:
- falar mal de índios
- falar mal de negros
- Falar bem de militares no tempo da ditadura
- falar mal do bolsa família
- falar bem do bolsa família
E por aí vamos… temos censura sim. Vamos ao extremo? Imaginemos que o cartunista em questão tivesse como intenção o racismo. Tem um veículo online que o publicou. Acreditamos nós que os ofendidos não teriam a capacidade de dar uma resposta a altura? Isso não é racismo? Outro dia li uma charge que falava do “Polaco da Barrerinha”, acho que me senti ofendido. No colégio, diziam:
Polaco da Nhãnha dá um peido sai castanha. Ofensa? Sim!
É evidente que não estou fazendo apologia ao racismo que é tão escroto que não conseguimos nominar. Não estamos também fazendo alusão a luta de cor, as únicas cores que devem lutar são as da caixa de lapis de cor no seu penal.
Estou apenas defendendo que uma pessoa deve ter o direito de fazer o que bem entende, e que aos ofendidos servem os tribunais e as sentenças condenatórias. É verdade também que há muitos séculos negros de todo o mundo sofreram toda sorte de provações e humilhações, mas deram a volta por cima e provaram que são tão bons quanto qualquer um.
Desenhos, palavras pouco representam perto da luta de um povo, que não deve ser unido por luta de classes ou cores, que não deve ser separado em cotas ou histórias de sofrimento. Deve sim ser unido em busca de um objetivo comum, a educação. Pessoas educadas fazem o certo simplesmente porque entendem que o certo pode lhes levar a um caminho melhor. Pessoas educadas sabem entender textos e charges de modo a não ver macacos onde só há apologias.
Por fim pessoas educadas nasceram para serem melhores que as outras. Eduquem suas crianças, não as deixem a sorte da internet ou de textos canastrões, e todo texto pode ser canastrão, inclusive este, tudo depende da educação que vocë tem para lê-los.
Mas, mais importante que tudo isto é que um dia, falarei sobre vilipêndio.
Há um ditado que diz: “em boca fechada, não entra mosquito” é verdade. A boca fechada é uma das principais qualidades que você pode ter no ambiente corporativo. É evidente que aqui não falo de dar opiniões, contribuir em reuniões ou explanar planos, não é isso!
Ficar de boca calada é uma qualidade na popular “rádio corredor”, nas fofocas do cafezinho, nas conversas privadas pelo Messenger, e aqui também incluo o termo “boca fechada”. Minha mãe me ensinou desde pequeno que quando eu não tivesse algo bom para falar sobre uma pessoa, não deveria falar nada. E assim você também deveria agir.
Como diria o eterno professor Tibúrcio: – Vamos pensar um pouco: de que vai ajudar a sua carreira o fato da sua colega estar ou não saindo com o chefe? Estar usando ou não um decote. O seu colega casado estar tendo um caso, ser homossexual, a menina estar grávida, enfim… são inúmeros os assuntos que podem te desvirtuar do dia a dia. Vai por mim, o código de ética da sua vida deve prever um filtro para estas conversas.
Por falar em filtro, vamos para a antiguidade com Sócrates, até ele em tempos remotos já previu essa nossa incontinência verbal e deixou para nosso deleite a sabedoria dos 3 filtros que diz o seguinte:
Antes de você falar alguma coisa para alguém passe essa informação por três filtros:
1 – Essa informação você tem certeza que é verdade? É absolutamente verdade?
2 – Essa informação é algo bom?
3 – Essa informação tem alguma utilidade para seu interlocutor?
Pense nisso: Antes de contar ou falar algo que você não tem certeza de que seja verdade, não é algo bom e não vai ajudar ninguém no seu dia a dia. Se você pensar bem é melhor ficar de boca fechada, afinal, os mosquitos estão por todos os lugares.
No link abaixo, post o discurso feito pelo Dr. Eduardo (não tenho maiores dados). Mas o importante é o conteúdo da mensagem. Fala dos desafios do Brasil, da medicina. Abaixo o discurso completo, escrito pelo próprio médico/professor, é longo, mas garanto que a leitura vale a pena! No dia da cerimônia ele foi aplaudido em pé pela platéia presente.
Segue o texto clicando aqui. Continuar a ler
Decepção, eta sentimentozinho triste esse! Veja bem, ele é o pior dos sentimentos, por ser amplo. Você pode se decepcionar com qualquer coisa: família, amigos, trabalho, metas, amor, e por incrível que possa parecer, com você mesmo! A decepção é aquela coisa que te dá um nó na garganta porque não há o que fazer, se decepcionou e pronto!
Todo mundo tem uma história de decepção para contar, é a pessoa que descobriu que o trabalho não era tão bom quanto queria, que descobriu que o amor que um dia considerara perfeito não passa de “mais um”. É o irmão que apesar de todos os favores que você fez também te decepcionou.
Mas ele é pior ainda, você também pode decepcionar as pessoas. Sim, elas criam expectativas em relação a você e se decepcionam você pode ter prometido coisas na crença que iria cumpri-las, não as cumpriu?Decepcionou alguém e certamente ouvirá: “eu não esperava isso de você”
A decepção tem muito a ver com o perdão, o próprio cinema já mostrou isso várias vezes, talvez o maior exemplo cinematográfico disso seja “A Casa dos Espiritos”. Ela conhece ele, se casam, se decepciona, ela promete, ela cumpre, ele sofre, ela morre, ele se redime. Um filme profundo, que bate na alma dos que decepcionam e mostram o valor de um ato impensado, de uma palavra solta no ar.
Tem também a pior das decepções: aquela que nunca passa. Um movimento errado e pronto, você arrumou um jeito de se decepcionar para toda a sua vida. Um exemplo claro disso é o amor, ah o amor. Você trocou olhares, gentilezas, as conversas pareciam mostrar um espelho para você, finalmente encontrara a sua alma gêmea. Mas o príncipe virou sapo, e um sapo familiar.
Ele sabe tudo sobre você, conhece teus defeitos, tuas qualidades, teu ponto fraco sabe te magoar e o pior de tudo, sabe o caminho para abrandar o teu coração. É uma decepção dupla: com ele por não ser mais o que você sonhou e com você mesmo, por um dia ter achado que ele era e ainda hoje fazer parte da sua vida.
Decepções fazem parte da vida. Viver é o eterno exercício de decepcionar o menos possível, mas será possível passar a vida sem esse sentimento?

Minha mãe me ensinou que devemos respeito à todos, não importando sua condição financeira, a maneira com ela tenha me tratado ou ainda a sua idade. Diz o ditado que respeito é mercadoria de troca, não acredito. Acho que devemos respeito mesmo aqueles que em nossa opinião não merecem serem respeitados.
O mundo dá muitas voltas, hoje precisamos de alguém, amanhã alguém precisa da gente e assim vamos, é ciclo que pode ser virtuoso ou ainda desastroso, depende de como conduzimos nossas relações. Tive uma colaboradora certa vez que nos dávamos muito bem, certa vez, tentada por uma proposta financeira melhor, resolveu demitir-se. No novo emprego, ainda me pediu dicas, pediu para que eu corrigisse seus textos e a tudo isso fiz com o pensamento de parceria. Porém, soube que ela falava de mim nos bares da vida, me bloqueou nas redes sociais e também no Messenger, não guardo mágoa, mas isso não quer dizer que a quero de volta em minha equipe. Outro dia, um amigo que comanda uma equipe de jornalistas recebeu um currículo dessa pessoa e me pediu referências, adivinha o que eu falei?!
Temos que ter relações profissionais claras, elas devem ser balizadas no respeito, na ética e no profissionalismo. As conversas paralelas devem ficar restritas ao escritório. Em suma é assim: falar do seu trabalho fora das paredes do escritório é grande tiro no pé. Não repita este erro, acredite, o cara para quem você está abrindo o seu coração será no futuro, seu chefe, seu subordinado ou ainda seu concorrente a vaga.
Se ele virar seu chefe não te contratará porque vai lembrar como você se portava com antigos gestores e provavelmente não irá querer o mesmo para ele. Se ele for seu subordinado vai achar que tem todo o direito de falar de você, afinal, você falava de outros. Se for seu concorrente a vaga, menos mal, mas mesmo assim corre o risco dele deixar escapar alguma coisa.
Agora pense: se você foi ético o tempo todo, se falou apenas aquilo que poderia ser dito, se manteve relações duradouras, o que tem para se preocupar? Nada! Mantenha a postura certa para não se arrepender depois.
Abaixo o resumo do programa Chácaras, Lazer e Cia que é apresentado na Rede CNT aos domingos às 08h da manhã e tem a produção do pessoal da Pró Comunicação de Curitiba.
Uma das premissas básicas para algo mudar é se mudar os personagens ou o enredo, quando nem um e nem outro mudam, não há o que fazer, tudo como “dantes no reino de Abrantes”. Na política funciona exatamente assim: muitos reclamam que tudo é uma vergonha, que falta vergonha na cara, que é corrupção para lá e corrupção para cá, mas na hora do voto, votam sempre nas mesmas cartas marcadas.
Já disse em outras oportunidades, sou totalmente contra o político de profissão, e ainda pior que o político de profissão é o deputado, vereador, senador de profissão. Eleição pós eleição eles são candidatos, tem os nichos eleitorais certos e são reeleitos, e como disse antes, nada muda!
Mas há bons exemplos, Gustavo Fruet , fora o mais votado deputado federal nas eleições de 2006, tinha eleição certa para a câmara mas entendeu o clamor surdo dos corretos e decidiu que era hora de ir além, abandonar aquilo para o qual já tinha dado sua contribuição. Lançou-se candidato ao senado, perdeu, pouco importa. Importa sim o exemplo de que não adianta bater em uma atitude já testada, é preciso coragem para ir além. Hoje, apesar do revés das urnas está fortalecido e é um dos nomes mais fortes para o próximo pleito municipal. Não voto mais em Gustavo para deputado, lá ele já fez o que tinha que ser feito, assim como não voto em nenhum outro candidato em busca do 3º, 4º, 5º…mandatos.
Quando escrevo este texto o twitter do STF cometeu uma gafe, porém, ótima gafe: dizia a “maldosa” twitada: “Ouvi por aí: Se o Ronaldo pendurou as chuteiras. Agora é a vez do Sarney”. Gente, isso é mais do que correto. A velha raposa da política maranhense, apesar dele ser senador pelo Amapá já passou da hora de deixar a vida pública. Deixemos de lado todo e qualquer questionamento sobre a sua conduta ética ou moral na administração pública, foquemos apenas no exercício do mandato puro e simples, que contribuição nova poderá José Sarney dar ao povo brasileiro? Que idéia brilhante teria guardado Sarney na manga para surpreender a terra tupiniquim? Nenhuma! Ele é político de profissão, e como tal merece total ostracismo, coisa que parece a população brasileira não está muito de lhe dar.

Uma vez usei o termo “vestir a camisa” e um coordenador comercial me censurou. Dizia-me ele que este termo havia sido derrubado por grandes estudiosos da administração. Que as pessoas devem focar em sua tarefa e que a somatória de esforços traria o resultado da empresa. Não acreditei.
Desde que me lembro, sempre me apaixono pelas coisas que faço, não dou valor para as coisas pelas quais não torço. Não tenho fé em algo sem contexto, sem um bem maior por trás, sem um objetivo gigante.
Trabalhar em equipe é essencialmente isso! Fazer o “seu” bem feito, além de torcer e “ajudar” o colega a também cumprir sua tarefa, e assim chegarmos a um resultado comum. Há muito tempo, quando estabeleço metas, deixo claro que o alcance individual não tem valor já que a questão máster não foi alcançada. Justo ou não? Talvez o tema suscite polêmicas, mas a verdade é que não se pode premiar um fracasso, nem que seja premiar a parte “boa” do fracasso, ela não existe.
Há vários tipos de equipes, confira alguns:
• Equipe Família: é aquela que todos conhecem a maioria dos detalhes da vida do outro, mesmo as nuances pessoais. Há respeito na forma hierárquica, porém há maior liberdade de se tocar em temas polêmicos ou pouco convencionais em uma relação normal do trabalho.
• Equipe Cuba: Há o ditador, a divisão de tarefas imutável, e cuidado se alguma das tarefas não sair a contento.
• Equipe Rio 40º: Um chefe que não consegue se impor, uma equipe que age na base da rotina e quando o resultado acontece é mais na base do suor do que da competência.
• Equipe Dr. House: O chefe é um gênio e também um carrasco. O resultado é o objetivo da questão, e nesta equipe os fins sempre justificam os meios.
• Equipe Silvio Santos: Aqui quem manda é o patrão. A equipe não sabe quanto tempo irá ficar no ar, quando terá que mudar de horário e tão pouco se o humor do chefe irá lhe permitir fazer qualquer tipo de participação
• Equipe Lótus: O objetivo é sempre ficar na frente do último. As metas não estudadas com base nos números de mercado. O melhor das pessoas não é extraído e o resultado é a total inércia.
Evidentemente existem vários tipos de equipes, todas com seus pequenos detalhes e pequenas vantagens. A maioria delas sobrevive a maior parte do tempo na base da superação, o ideal para um dia a dia corporativo é:
• Tarefas bem definidas para cada indivíduo • Cada um entender que faz parte de um grande plano para se alcançar uma meta maior;
• A permanente distribuição de informações é um dos “pulos do gato” do sucesso;
• O estímulo a competição é importante, mas não deve ser a meta principal;
• E por falar em metas, elas devem ser feitas em conjunto com a equipe e cada pequeno número deve ser estudado e explicado.
Não há receitas de bolos em gestão de equipes, mas evitar pequenos erros ajudam e bastante na rotina corporativa.
Reginaldo era um rapaz acima de tudo alegre. Vivia um sonho lúdico. Achava que o mundo se resumia aos seus anseios. Ora dava certo, ora não dava. Assim fazia amigos e inimigos com facilidade.
Tive a oportunidade de conviver com ele algum tempo, o conheci quando ele era orador do Grupo de Jovens da Igreja, ele tinha o dom da palavra, não só na igreja. Assim conquistava pessoas, divagava sonhos e tentava a importância que sonhava com a mesma simplicidade que cantava.
Era cantor, amava a música, era professor de violão e teclado. Não media muito as amizades, as amizades o mediam. Ela abandonava e era abandonado. No sonho lúcido que viveu foi feliz!
Fazia dos seus devaneios um estilo de vida, de um devaneio conjunto, uma vontade de ser mais, começamos o projeto do Jornal do Povo. Ele cuidava do comercial e da diagramação, eu das notícias.
Nossa parceria não deu certo, eu queria pagar as contas, ele preferia continuar comprando. Nos separamos, ele seguiu seu caminho, montou jornal próprio, comprou, vendeu, deveu, pagou e cresceu. Tornou-se referência, sabia falar como ninguém, formou parcerias. Deu certo!
Enfim, Reginaldo era uma pessoa tão única que a sua morte de hoje deixa um sentimento latente no ar, uma angústia muda, um quê de “poxa vida!”. E não adianta, por mais que as pessoas não gostassem dele, sentem a sua partida.
Um carro, uma br maldita, uma curva no caminho, o ponto final de uma vida singular. Morre uma figura, um companheiro, uma pessoa com que defeitos. Uma pessoa que eu conhecia. E que por mais que a distância e os modos diferentes de levar a vida tenham nos separado a ponto de pouco nos falarmos, eu o conhecia, e hoje sinto a sua morte.
Meus sentimentos à família.
As redes sociais nasceram do desejo crescente do ser humano em se comunicar. Muitas pessoas jamais escreveram nada em redes sociais, mas as acompanham avidamente. Em 1982 um teórico da comunicação chamado Marshall Mcluhan criou o termo “Aldeia Global”, nele, ele defendia que no futuro as pessoas teriam tantas facilidades de comunicação que seria possível dizer que o local mais remoto da Terra estaria no quintal de nossas casas, hoje sabemos que ele estava certo.
Mas as redes sociais são um fenômeno ainda maior, elas a prova inconteste de que via de regra gostamos de saber tudo da vida do próximo, das pessoas que admiramos, das pessoas que conhecemos , daquelas das quais sabemos que as opiniões podem influenciar os destinos.
Sempre uso como exemplo para redes sociais as reuniões da câmara de vereadores de pequenas cidades – normalmente a audiência dos nove vereadores se compõe de três a quatro pessoas, porém todos eles sobem na tribuna e fazem discursos apaixonados, acusando ou elogiando seu correligionário, por quê? Porque reverbera. Estas três ou quatro pessoas formam o tipo de audiência com alcance no local de trabalho, no bar, na praça, e aquela informação antes restrita agora está em vários locais com várias mudanças, porém com o mesmo cerne.
Nas redes sociais é mais ou menos assim também: o Requião twita alguma coisa, que é lida por vários jornalistas que já dão um RT, é lida por adversários políticos que dão um Reply, é formada por várias Dm’s e assim, a mensagem antes restrita aos seus seguidores, toma corpo e importância.
Daí a necessidade cada vez mais freqüente de tomarmos extremo cuidado com aquilo que escrevemos ou mesmo retuítamos, somos parte de uma corrente. Podemos passar mensagens positivas, mensagens que irritam, mensagens que desagradem e a elas estamos dando a chancela de nossos nomes.
Por isso, antes de escrever ou repassar uma mensagem, preste muita atenção no recado que ela vai passar. Afinal, por menor que seja o seu número de seguidores eles podem fazer muito barulho, assim como os três ou quatro que assistem as reuniões da câmara de vereadores de pequenas cidades.

O dia a dia no ambiente de trabalho pode ser a diferença entre você ficar alguns meses na empresa entre pensar seriamente em se aposentar por ali. Quantos de nós já não recusamos proposta um pouco melhores financeiras por conta de um ótimo clima na organização. Se você não está neste grupo, comece a prestar atenção.
O seu comportamento influencia diretamente como os outros se comportarão com você, a regra válida é, tomou liberdade, dê liberdade. Fez comentários pessoais, aceite comentários pessoais e assim por diante. Lembrando que comentários pessoais são diferentes de ferir a intimidade da pessoa, ou falar palavrões ou coisas do tipo.
Em nome de uma boa convivência vale inclusive um pouco de falsidade, é verdade que a palavra não é a mais adequada mas, o recado é o mesmo! Por exemplo, em um ambiente de 10 pessoas, por exemplo, nem todos, tem a mesma intimidade, nem todos gostam das mesmas piadas, e acredite, nem todos gostam de você! Sim, sua mãe deu uma exagerada quando te elogiava. Enfim, você deve suportar, assim como alguns te suportam, não é uma regra clara, mas é uma regra válida.
Vamos ao exemplo, aquele cara que você entojado está de aniversário e vai rolar a vaca do presente de aniversário do cidadão, todos vão participar e você? Também! Sim, e não adianta dizer que não gosta do cara, que não tem dinheiro, que prefere guardar para outra coisa. Participe, o custo para sua imagem é extremamente menor do que um eventual desprazer em lhe apertar a mão nas felicitações, o que aliás, é muito educado!
Assim como em casamentos, o seu relacionamento com seus pares e superiores passará por momentos de lua de mel e por momentos de crise que dependerão principalmente de você saber administrar. A sua imagem é o seu maior patrimônio no mercado de trabalho, e essa informação é valiosa e viaja ao sabor do vento. Então, antes de perder tempo com discussões tolas, birras infantis ou batalhas que você quer vencer apenas por afronta, pense bem, quando as palavras estão no ar, elas não tem mais dono!
Agora, na mais popular receita de bolo, regrinhas básicas para o bom convívio no dia a dia da empresa:
• Diga bom dia para todos! Sim, isso inclui a moça da limpeza e o presidente da empresa
• Ninguém quer saber os seus casos amorosos na empresa, guarde-os para você!
• É de bom alvitre participar de parabéns, vaquinhas e festas, tem baixo custo e alta rentabilidade para sua imagem
• Chamar as pessoas como elas querem ser chamadas também é legal, senhor de senhor, nome pelo nome, e pelo amor de Deus, nada, nunca, jamais dê apelido para as pessoas.
• Antes de reclamar dos processos, salários ou políticas da empresa, lembre-se que o seu par hoje pode ser o seu chefe amanhã. Ele lembrará dessa conversa.
• Todo tipo de indignação deve ser feita diretamente para seu chefe
• NUNCA responda um email enviado somente para você com outras pessoas copiadas, isso não é ético. Se for necessário fazê-lo peça autorização para a pessoa.
• Os equipamentos são da empresa, não seu! Então você não tem autorização de quebrá-lo, jogá-lo.
• Não gosta de ar condicionado? Vista uma blusa! A empresa não gastou um monte de dinheiro para os funcionários passarem calor.
• É gostoso ouvir rádio ou uma musiquinha durante o trabalho né? Então, você pode ouvir, não precisa ser um som altíssimo, ou que incomode os demais, lembre-se que o teu espaço acaba quando começa o dos outros
• Os processos foram feitos para serem seguidos, ou seja, se o carinha do outro setor é seu amigo isso não lhe dá o direito de pedir-lhe favores sem passar pelos trâmites legais
• Você pode e deve falar tudo o que pensa sobre determinado assunto quando isso lhe for solicitado
• As reuniões são um campo de discussão, então, discuta!
• E por fim, antes de fazer comentários sobre outras pessoas ou setores, pense bem, ele é mesmo necessário? Você não consegue seguir sua vida sem dividir com os outros a sua constatação?
Agora nada! É vida que segue! Ao fazer 30 a expectativa é que sua vida tenha mudado 100% e mudou. Com 30 anos coleciono mais vitórias do que frustrações, boas piadas, boas histórias, alguns amigos e alguma experiência que hoje penso ser absurdamente maior que as de alguém de 20 e tenho certeza que serão bem menores do que as 40, 50.
Fazer 30 anos é como estar em uma estrada reta, você olha para trás e já não vê o ponto de partida, porém ao olhar para frente não vê a chegada. Alguns pit-stops são necessários, tem o pit stop da vida acadêmica, tem o pit stop da farra, tem também o pit de muitos que você considerava amigo e que hoje são meros conhecidos.
Nessa trilha você deixou de fazer várias curvas, algumas “ainda bem” já que a estrada que se seguiria era sem volta. Outros, “uma pena” já que deixou de viver experiências que poderiam ajudar a moldar o seu caráter. Em outras você simplesmente capotou, levantou, sacudiu a poeira e retomou o caminho.
Fazer 30 anos é um marco para o pessoal de 20, afinal você já tem 30, é uma passagem tranqüila para quem chega, porém com um alerta em forma de aviso: já sabe o que vai fazer da vida?
Em 30 anos me graduei, me pós-graduei, empreendi, namorei, noivei, casei, tive filhos, vários empregos, alguns trabalhos. Aprendi sobre coisas que duvidava existir ou tão pouco conhecia sua existência.
Fiz 30 anos, que P… é essa? Tenho mais responsabilidades por conta disso? Alguém está esperando mais? Quem sabe uma barba? Já tentei, não ficou bom. Quem sabe devo ter mais filhos? É uma opção. Na adolescência plantei árvores, tive filho, ainda me falta o livro. Vou escrever, promessa dos 30, escrever um livro.
Fazer 30 anos nada mais é que a soma de anos você é moldado a cada ano, não importa muito a idade. Há pessoas de 20 mais experientes que você e há pessoas de 40 que você dá um show.
Fazer 30 anos, é essencialmente entender a beleza na simplicidade. É saber que você não precisa ser astronauta para ser feliz, que a companhia das pessoas que você ama são o combustível necessário para a sua caminhada. Hoje não troco a companhia de minha mulher e filha por farra alguma que tenha feito quando mais jovem, e que na época tiveram seu valor.
Enfim, ter 30 anos é ver um simples vídeo, como o do meu amigo Geison Vendramin, fazendo uma receita culinária e apresentando o prato para sua esposa experimentar. Uma cozinha levemente bagunçada, uma mesa sem toalha, mas um casal unido. Isso é essencialmente fazer 30, saber que há bem mais em coisas bem menores.
Para fechar esse tolo devaneio convido a todos para o poema de Afonso Sant’Anna na voz de Juca de Oliveira na Band News FM
Há 50% da minha vida, ou seja, 15 anos, trabalhei no Mc’Donalds, era o popular “oreia

seca”, assim como todos da minha época fazia tudo, desde limpar chão, trabalhar na chapa, atender no caixa. Lembro ainda do meu primeiro pagamento: R$ 99. Uma fortuna. Cresci “rápido” logo virei produção (o cara que só chama os lanches e embala, servicinho mole) e em seguida fui promovido a treinador (que é claro, treina os “oreia”).
Mas mais do que simples tarefas braçais o Mc’ Donalds da minha época era um aprendizado, foi lá que aprendi a receber a todos com um sorriso sincero, a ouvir o que as pessoas queriam, a prestar atenção nos sinais corporais que elas emitiam e assim estar sempre pronto para atender. Foi ali também que aprendi o trabalho em equipe, a agilidade, que todo procedimento é baseado em padrão e o padrão é baseado em pesquisa, desenvolvi-me com muitos cursos e treinamentos. Se você pensa que fiquei muito tempo lá, engana-se, apenas um ano e quatro meses, o suficiente para levar ensinamentos para sempre.
Mas o que acontece hoje em dia? Não dão mais treinamento? As pessoas trabalham com má vontade? Não existe mais o Consultor? (O Consultor era o cara temido pelos
funcionários, tal qual um fantasma ele aparecia para verificar se o padrão estava sendo rigorosamente cumprido) Continuo indo ao Mc’ e o que vejo são filas, uniformes sujos (na minha época um simples amassado no uniforme te impedia de trabalhar), atendentes mal treinados, lanches “vencidos” na estufa (no Mc’ todo lanche dura de 6 a 10 minutos na
estufa, depois disso é descartado, por isso você vê aquelas plaquinhas atrás do lanche, a plaquinha “3″ indica que o lanche vencerá quando o ponteiro maior do relógio chegar no “3″ e assim por diante), nenhuma sugestão de venda, lobby (salão) sujo, lixeiras transbordando. Enfim, o Mc de hoje não é mais aquele Mc que um dia trabalhei, virou uma pastelaria de esquina chique.
Alguns bons amigos também trabalharam lá e tem a mesma percepção que eu, é uma pena que algo que eu vivi e era orgulho nos currículos tenha se transformado em um poço de lembranças de algo que não volta mais.
Curiosidades do Mc (não sei se ainda é assim)
Break - Lanche dos funcionários- quanto maior o teu cargo, maior o teu lanche
Canário - Aquelas pessoas que ficam na fila anotando teu pedido
Apoio - O carinha que fica ao lado do caixa montando a sua bandeja
Máximo – A cada 30 segundos podem ser fábricados 6 big-mac
M – Quando alguém monta a sua bandeja o “m” tem que sempre estar virado para você
Z - A batata deve ser salgada em forma de “z” e batendo como se fosse um martelo
Mostarda e Catchup – quando você pede o correto é o funcionário perguntar: – quanto você quer? (normalmente se pede menos do que o funcionário daria)
Plano de chão – É o local onde o gerente de plantão escreve que funcionário ficará em qual área
All Star – É a competição entre funcionários do Mc divididos por área
Desert Center – É o local onde se vende sorvetes
Sugestão de Venda - Olá tudo bem? Um número 1 para o senhor hoje?
Sugestiva – Um sundae acompanha?
Pin – É aquele broche que o funcionário ganha
Carne de Minhoca – Não, a carne não é de minhoca
Impressão minha ou o Natal neste ano não teve o brilho de sempre? Dizem que o homem só se volta para Deus quando está em maus lençóis, pois bem, o brasileiro jamais esteve melhor. O poder de compra nas alturas, o crédito apesar de todas as restrições segue em alta, as pessoas estão comprando mais, comendo mais, emprestando mais, viajando mais e sendo menos humanas. Verdade?
Não sei dizer, sei que ao menos na minha percepção e para algumas pessoas com as quais convivo o Natal este ano estava “fraquinho”, mas qual seria o Natal perfeito? Pessoas reunidas em torno de uma mesa lamentando seus infortúnios? Pessoas esperando que o ano seguinte seja melhor do que o anterior, afinal, pior não poderia ser? A torcida por um novo emprego? Onde está essa incrível simbiose entre o material e o espiritual?
Lembro do meu tempo de catequese, tempo em que eu acreditava que no futuro poderia mudar o mundo rapidamente, que o padre dizia, citando uma parábola bíblica que seria mais fácil um elefante passar por baixo de uma porta do que um rico entrar no céu. Vamos todos para o inferno ou aumentamos o vão da porta?
São tantas perguntas, e para responder outra pergunta: o natal este foi mesmo diferente? Será que porque fiz 30 fiquei menos sensível, não me emociono mais com a Simone, a campanha da Globo já não me parece mais atraente, ou estou simplesmente menos religioso e o Natal está exatamente como nos outros anos apenas eu é que o percebo de maneira diferente?
Não sei responder a maioria destas questões, tenho certeza daquilo que vi, ou melhor, não vi. Não vi tantas casas iluminadas, não vi tantas arvores de natal, os corais de Natal caíram pela metade, os altos de Natal sumiram dos bairros, o número de missas diminuiu até mesmo um shopping da cidade fez uma campanha de Natal homenageando o maestro João Carlos, ele não merece? Merece! Mas não é tempo de comemorarmos o nascimento do filho de Deus? Estamos comparando o maestro vencedor ao Cristo crucificado?
Não estou certo do que queria ver neste Natal, mas sinto falta da época em que me emocionava ao imaginar o sofrimento de José ao levar sua Maria para o recenseamento, do sofrimento de Maria, a virgem grávida. Tenho saudades da emoção que tomava contas de todos nesta época, do perdão quase que padrão. Da vida simples e visionária, da esperança sadia, da luta destemida. Tenho saudades daquela velha árvore de Natal, das pessoas dando carona umas para as outras para ir a casa da “avó”. Talvez esteja sendo romântico, talvez estas coisas nem acontecessem de fato e só faziam parte do meu vislumbre infantil, mas mesmo hoje, adulto, penso em como era bom aquele tempo, que penso, não voltará a existir. Afinal de contas, onde está o Natal?
Em Tempo:
É claro, que a parábola não é elefante e sim camelo e não é porta e sim, agulha, enfim a ordem dos bichos não altera a mensagem. Obrigado Geison pelo alerta!
O natal bate a nossa porta, pede passagem, via de regra o deixamos passar, mas a pergunta é: o que irá encontrar? Alguns deixarão as mágoas de 2010, usarão o tempo do “tempo” para dizer-lhe como sua vida é desgraçada, como as coisas só dão errado para si, tentarão convencer o mundo que há sim, um complô universal para prejudicá-lo.
Em algumas casas o Natal de deparará com a tristeza profunda, famílias consumidas por brigas, doenças, mortes violentas. Casas em que a esperança já não tem mais quarto fixo, faz pequenas visitas quase imperceptíveis. Nestas casas, o Natal se dará conta de quão importante ele é para o mundo e quem sabe, e somente quem sabe, anime aqueles corações a chacoalharem a poeira, tomarem coragem e dar a volta por cima.
Também há as casas em que o Natal encontrará a alegria, a união, a amizade. Nestas casas os presentes são vastos, as ceias ricas, as roupas novas e os risos constantes. Aqui o Natal não é mais uma data, mas “a data”. Porém, nessa casa, o próprio Natal se sente meio convidado. Ele se pergunta: e se eu não estivesse aqui, eles encontrariam outro feriado para comemorar? Virei um comercial de refrigerante representado pelo velhinho barbudo?
É claro, que há as casas em que o Natal se encontra em essência, cada vez mais raras, mas ainda existentes, nestas casas o Natal remonta o perdão, remonta a segunda chance, aquele tempo em que ocupamos nossas mentes com pensamentos positivos e solidários. Que convidamos alguém para nossa casa não porque a ceia é farta, mas porque sua presença enriquece a nossa alma. Aqui o Natal se sente em casa, talvez de fato seja a sua casa!
Uma velha parábola conta a história de uma senhora que cansada da mesmice das festas resolve abandonar tudo e sair em busca de uma nova razão para viver. No caminho encontra famintos e a eles dá comida, encontra doentes e os ajuda em sua recuperação. Encontra famílias dilaceradas pela morte, e os leva compreensão. Não importa quanto ela andasse, nunca deixava de pensar que aquilo já fora longe demais, não poderia mais se confortar com o peru na mesa e o sorriso forçado nos lábios. Muito tempo depois de ter começado a jornada, suja, cansada e já sem esperança encontra uma mãe que agradecia a Deus a recuperação do filho que segundo os médicos era dado como morto, aquela casa não lhe parecia estranha, mas estava velha e cansada demais para memórias tão remotas. Emocionada a mãe conta que já não tinha mais esperanças em viver. Sua vida tinha se resumido a decepções, mortes e doenças. Até que há algum tempo uma mulher apareceu na sua casa; trouxe conforto, ajudou a curar os doentes, ensinou-os novas formas de trabalho e principalmente devolveu aquela casa a esperança. A mãe lembrava que não entendia porque aquela mulher fugira de casa em busca de um motivo para o seu Natal, se ela mesma era a tradução do significado do Natal. A velha senhora, lembrou então que a mulher, era ela! Que passou tantos anos procurando um significado que o tempo todo esteve com ela. Voltou para o seu lar feliz, por ter uma missão que nem sabia que tinha, cumprida!
Nesse Natal, vou deixar a “casa” limpa para o “tempo” afinal, para cada reclamação que eu tenho, há mulher que agradece a cura do filho e outra que procura o significado do seu Natal. A alegria na verdade está em cada um de nós, basta tirarmos um tempinho para olharmos para nós mesmos!
Há dois anos o Natal me trouxe minha filha Ana Júlia, este ano trará o meu sobrinho Pedro. Agradeço todos os dias a sua presença!
Imagine você, alguém que é pago para decidir e não decide. Devia ter o salário descontado, ou deveria levar uma advertência de seu superior, ou coisas correlatas. Mas e se a pessoa em questão for o presidente do Supremo? E se acima desta pessoa não houver mais ninguém? Pois foi o que aconteceu.
O ministro do Supremo, digníssimos, excelentíssimo, caput, data vênia, parágrafo 3 inciso primeiro, César Peluzzo, após algo que mais parecia uma mesa redonda dos anos 80 decidiu, não decidir.
Para os desinformados e que sabe-se lá por qual motivo irá se informar por este blog, os Ministros do STF empataram no Caso Joaquim Roriz, trocando por miúdos quer dizer que; cinco votaram a favor da ficha limpa valer para estas eleições e cinco votaram contra, o presidente poderia fazer valer o seu voto de “qualidade” e sepultado a questão (aliás, se acompanhasse o próprio voto seria contra o ficha limpa), mas não quis fazê-lo. Em entrevista disse que não tinha vocação para déspota, e pelo jeito também não tem vocação para presidente.
Muitas “coisinhas” chamaram a atenção na sessão de ontem que sim, tive a pachorra de assistir até o fim, entre elas o destempero do ministro Gilmar Mendes (aquele mesmo que comparou jornalistas com cozinheiros) que conclamava seus colegas a não se prostrarem frente aos apelos populares sob pena de “fecharmos o Supremo”. Chamou a atenção também a “disponibilidade” do Presidente do supremo, quando o ministro Celso Melo pediu urgência na votação e quem sabe deveriam se reunir na segunda-feira o presidente disse que “infelizmente” tinha compromisso. E o trabalho ???
Que há um problema sério no judiciário do Brasil isso não se discute, que se faz necessária uma urgente reforma para que o sistema seja menos lento e mais justo isso é fato, agora no mínimo deveríamos ao menos tentar fazer o melhor, dentro do pior.
Update
Como o senhor Joaquim Roriz que era o pré-posto do processo desistiu da candidatura, todo o julgamento passa a ser inválido também, ou seja, as mais de 12 horas de julgamento, graças a “não decisão” de nada valeram! Agora é esperar que outro processo entre na pauta e tudo comece novamente.
Atender bem, o que devia ser um dever de todo lojista aos poucos passa a ser um direito do cidadão e isso faz toda a diferença. Na última sexta-feira senti nos extremos o que é ser mal atendido em uma loja. Com o advento do Iphone 4, a loja Tim do ParkShopping Barigüi estava completamente lotada, e quando eu entrei naquela loja, tendo no colo a minha filha de um ano e meio sabia que demoraria para ser atendido, mas não esperava os fatos que se sucederam, e eles são uma lição para quem quer atender bem:
1 – Falta de gerenciamento: Com o caos instalado na loja, o gerente, um cidadão totalmente omisso, via seus funcionários fazer o que bem queriam, sem questionar, sem orientar. E aqui a lição que o filme Formiguinhas trás de graça: “tudo é culpa do gestor”
2 – Falta de critério: Quando cheguei fui informado que não tinha direito a fila preferencial porque a minha filha já “era grande”. Ok, regra é regra, mas… e sempre nas empresas desorganizadas tem o “mas”, depois disso chegaram pais e mães com os mais diversos tamanhos que pelo critério adotado pelo funcionário de cabelo encaracolado (que por razões jurídicas não citarei o nome) ganhavam o direito. Por azar dele, uma senhora com uma criança maior que a minha também não ganhou e esta, após 1h20 de espera “rodou a baiana” e o rapaz, sob o olhar de total “tô nem aí de seu gerente” disse: “Se você tivesse pedido antes, eu teria dado antes”
3 – Pausa: Sim, é um direito de todo o trabalhador, mas uma horinha extra não seria necessária? Se era para sair ou não, pouco importava, as pessoas simplesmente saiam, abandonavam os seus postos de trabalho e iam para o seu merecido descanso.
4 – Senhas: A divisão da loja era assim: Senha para vendas, senha preferêncial e outro tipo que nem sei ao certo, ok, a loja quer dividir assim, divida, o problema é que não se explicava nada a ninguém, eram coisas misturadas então você ouvia a senha “149” e na sequência ouvia “4”, assim, sem ninguém te dizer nada.
Depois de 2 horas e 12 minutos de espera, desisti. Procurei o gerente e disse calmamente que eu esperava que ele tomasse uma providência, que aquilo não poderia ficar daquele jeito, enquanto eu falava ele devia estar pensando: “nossa, mais um idiota que espera duas horas e vai embora” – terminei de falar e ele continuou fazendo o que fez durante todo o tempo que estive lá, nada!
As grandes empresas deviam prestar mais atenção no modo com que tratam seus clientes, a única coisa que eu queria era um segundo chip que no dia seguinte, de posse de uma senha preferencial, depois de 30 minutos de espera foi resolvido em cinco minutos.
Minha mãe dizia que todas as vezes que ia visita lá em casa ela oferecia o que tínhamos de melhor que era para ninguém sair falando, pois bem, da TIM eu estou falando.
Em tempo
Minutos depois de sair da loja liguei para a TIM e abri uma reclamação contra a loja, o protocolo 2010150118258 foi aberto e no domingo recebi uma mensagem dizendo que foi finalizado. Até agora não recebi um mísero pedido de desculpas, no momento, recarrego minhas energias para portar o meu número, uma nova batalha que espero ser bem menos árdua.
Educação. As vezes fica até chato falar sobre esse tema, mas, na minha opinião a maior parte dos problemas da sociedade recaem sobre este tópico. Aliás, já até escrevi sobre isso aqui.
Censura. Outro tema que nos parece distante, que desde o fim da ditadura nos anos 80 parece ser um tema vencido, mas é ?
E quando uma coisa interfere na outra? É o que estamos vendo hoje em dia no Brasil. Sim, não conseguimos educar a população e para que não tenhamos atos que não estejam de acordo com o que convencionamos certo, proibimos.
já é assim nas novelas, nas designações dos horários de programa que podem ou não serem exibidos, mais recentemente no canto das torcidas nos estádios em que “proibi-se” palavras de baixo calão.
As novas batalhas da Censura X Educação são: querem cassar o candidato/palhaço humorista Tiririca porque segundo os paladinos dos bons princípios brasileiros ele estaria desrespeitando o Congresso Nacional.
Sim, Tiririca com suas piadas desrespeita o parlamento brasileiro, os mensalões, os escândalos, os funcionários fantasmas não! Também nesse campo, mas dessa feita erguida sob a bandeira da segurança, em Curitiba proibiu-se o uso de telefone celulares nas agências bancárias, a intenção é boa, mas como dizem, de boas intenções o inferno está cheio e este é mais um caso destes.
Paes, Cabral e Lula, cumplices de assassinato?
O título parece forte, e é. Mas não posso deixar de comentar nesse espaço o que ocorreu no Rio de Janeiro essa semana. Um jovem morreu simplesmente porque o Estado não cumpriu decisão judicial (precisava de uma decisão judicial?)de fornecer um aparelho para um jovem.
A história é assim: depois de fazer muita hemodiálise a rapaz precisava de um aparelho cujo aluguel custava R$ 500 diários, esse aparelho não era para toda vida, somente até o jovem ter se recuperado, o Estado disse que não poderia fazer nada, o Ministério Público entrou na justiça e garantiu o direito, o Estado não cumpriu e um dos integrantes do “futuro do Brasil” morreu. Simples assim!
Ricardo Boechat na Band News pela manhã definiu bem o que pode ter acontecido: os governantes deviam estar tão ocupados em dizer quem roubou menos, quem fez mais, quem quebrou sigilo de quem, quem tem o pau maior que quem, que, claro, esqueceram do “otário” do Rio de Janeiro, afinal, ele nem tinha título de eleitor mesmo!

Sabe aquele momento, aquele que de uma hora para outra tudo muda? Quando o cenário não lhe parece mais familiar? Quando você encontra aquela pessoa que apesar de amigo, você considerava como irmão, mas de repente, e não mais que de repente não há o que ser dito?
Então, esse é o tema desse texto. Ele intitula-se “desculpas da vida” derivado de uma conversa que tive com a amiga Daniela Coelho que lamentava que as tais “desculpas da vida” a separaram de pessoas que ele sempre quis próxima.
Assim, hoje não tenho tempo, amanhã vou casar, depois tenho jantar com a mãe, no outro dia preciso dormir. Outrora você não tinha tempo junto, você seria o padrinho do casamento, jantava junto com a mãe e ficava ali sem ter o que fazer, junto, simples assim.
Mas as desculpas da vida não te separam só das pessoas, te separam dos objetivos. Dos quilos que você queria perder, do curso que você iria começar, da vida que você sempre quis ter, e ainda não tem.
No passar dos dias, por mais força que se faça, as oportunidades, chances, vão lhe escapando pelos dedos e ainda pior, você tem que fazer escolhas, e claro, nem sempre gosta do resultado.
Quando você casa, ou começa um namoro, no mundo ideal, você segue tendo discussões intermináveis e entusiasmadas com seu amigo, ainda procura o melhor curso de pós e por que não, pedirá a conta do seu trabalho ao menor atrito com aquele arrogante do seu chefe.
Mas no fim, nem sempre você casa ou começa o namoro, tem uma desculpa para isso, se casa ou namora nem sempre consegue manter as suas amizades e os prazeres que ela lhe proporcionava, sim, há uma desculpa para isso. Aquele curso pode esperar um pouco mais, afinal o ano esta acabando, você está sem dinheiro, o trabalho está lhe tomando todo o tempo, enfim você tem uma desculpa para isso também. Pedir a conta do seu emprego para se livrar do sacana do chefe, assim, como um passe de mágica, deixa de ser uma opção, você já deu uma olhadinha no mercado de trabalho?
As desculpas da vida, é aquela coisa que você sempre critica nas pessoas que te rodeiam, mas que via de regra exercitamos diariamente. São as desculpas da vida que fazem com que em um dia ensolarado no futuro você olhe no espelho e diga:
– Muito prazer, meu nome é …
Sempre entendi que o pior dos defeitos de um profissional era o comodismo, e isso, é claro, vale para a vida pessoal. Não tentar conquistar a menina bonitinha que pega ônibus com você, não enviar o seu currículo para a vaga X por achar ela muito para seu histórico, não se declarar, enfim não arriscar.
O risco faz parte e por certo é um dos preços a ser pago para o sucesso. Ninguém o atinge a toa, você sempre fez por merecer o sucesso que tem, mesmo que tenha ganhado na loteria, ele ao menos arriscou R$ 2 para obter aquele resultado.
Mas o ser humano, ao menos a maioria de nós, tem dificuldade com relação a isso, basta assistir os programas de prêmios em que o candidato tem que ariscar o que já ganhou em busca de um prêmio maior, pode marcar, 80% deles para em 10% do prêmio máximo, ou seja, o potencial de ganho é um milhão a maioria para nos 100 mil, é fato e mostra um traço interessante da nossa cultura.
Arriscar faz parte, e deveria ser exercitado e incentivado desde a infância, se arrisque a perder a chupeta para ganhar o doce, que é mais doce. Certamente não ganharemos tudo o que queremos, porém é a mesma certeza de que alcançaremos bem mais do que os demais entendem que merecemos, e ainda assim eu incentivo, corra riscos, não necessariamente os desnecessários, mas também eles, afinal, o máximo que pode ocorrer é você perder!
“O mel só é tão doce porque conhecemos o sabor do fel”
Agradecimentos ao colega Rogério Nascimento que mostrou esse vídeo
Outro dia, acho eu – não tenho nem tempo nem audiência que justifique procurar , escrevi sobre pessoas boas ou más, e hoje volto (ou não) ao tema. Afinal a pessoa é boa porque quer e má pelo mesmo motivo?
Não sei, pareço uma vitrola quebrada quando insisto que a educação é a solução de tudo no mundo. Acredito piamente e a cada dia mais que uma pessoa que tem educação terá cultura e isso a levará a ter uma melhor percepção do que é certo ou errado. É claro que coisas sempre acontecerão, faz parte da natureza humana, mas isso é outra história.
Lendo os jornais,assistindo a tv, me vejo deprimido, me questionando, como alguém pode fazer isso e ainda ter voz para contar? O adolescente que roubou o carro e matou a mãe com o filho de 11 meses e diz que tomou um “tubão” que talvez conhecesse as pessoas que morreram e não sabe porque está preso.
Temos assassinatos frios, expulsões arbitrárias, desocupações, saques de armas quando alguém vai tirar um documento. Somos maus, o mundo é mau. O que fazer? Temos uma geração perdida? Cuidemos dos próximos? Como?
A vida nos remonta ao passado, e mesmo assim não aprendemos com suas lições, e dia após dia cometemos os mesmos erros que outrora censuramos no “outro”. Somos maus porque queremos ou porque simplesmente somos maus? Não sei, estou confuso.
Mas como disse, acredito ainda na educação, e preciso acreditar, porque se depender da minha crença no ser humano…